Por Jailon Giacomelli, CFP®
09/05/2012
Se você não é formado em direito, não tem experiência na área legal ou não dedica a maior parte do seu tempo para entender as leis e possíveis “pegadinhas” dos contratos, o que você faz quando precisa assinar algum documento importante? Você contrata um advogado.
O que parece tão óbvio muitas vezes não se aplica nas finanças pessoais. Com objetivo de superar a rentabilidade das aplicações normalmente oferecidas pelas instituições financeiras (Poupança, CDBs e Fundos de Investimento) muitos novos investidores optam por fazer a gestão de seus investimentos por conta própria, ao invés de contratar um profissional para lhe orientar sobre as melhores opções.
Porém, o acompanhamento das aplicações financeiras é um trabalho que exige disciplina e conhecimento. Apesar de ser uma excelente forma de aprendizado, gerir os próprios investimentos exige conhecimento e tempo disponível. Uma oportunidade perdida pode prejudicar muito a rentabilidade da carteira, conquistada por meses, ou anos de acompanhamento.
A questão emocional é um ponto a ser destacado. Segundo Fernando Nogueira da Costa, professor de Economia da Unicamp, “Quando se transfere a responsabilidade de decidir para outra pessoa, o investidor se livra da carga emocional de ser o responsável direto pela decisão que levou à perda”. Fernando Nogueira da Costa, artigo publicado na Revista Invista edição de abril/2012. Ou seja, na maioria das vezes vale a pena transferir a responsabilidade para pessoas que acompanham o mercado e fazem disso o seu negócio.
Um exemplo que representa bem esta vantagem é o Fundo Verde, gerido por Luís Stuhlberger, um dos mais respeitados gestores do Brasil, que apresenta as impressionantes marcas de R$ 2,82 bilhões* de patrimônio administrado e rentabilidade acumulada desde o início (1997) de 6.468,08%*, contra 1.015,05%* do CDI. Fonte: www.cshg.com.br em 19/04/2012.
Isso quer dizer que se em 1997 você tivesse aplicado R$ 100.000,00 no Fundo Verde, hoje você teria mais de R$ 6,4 milhões!!! É uma bela aposentadoria para 15 anos de investimento.
Qual o segredo desse sucesso? Nada melhor que usarmos as palavras do próprio Stuhlberger para explicar: “Eu sou muito disciplinado nos meus estudos, leio uma quantidade absurda de relatórios e depois tiro minhas conclusões”. Luís Stuhlberger, gestor do Fundo Verde – CSGG
Por isso, se você não tem tempo para acompanhar seus investimentos financeiros, dedique-se ao que você sabe e gosta de fazer e seja o melhor em sua área de atuação. Ganhe dinheiro com seu trabalho e na hora de investir, procure bons profissionais para orientá-lo.
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Por: André Massaro
De quanto dinheiro precisarei para me aposentar confortavelmente?”. Esse é um dos maiores dilemas do universo das finanças pessoais. Tudo bem que “confortavelmente” é um conceito subjetivo e pessoal, mas ainda que nós alteremos a pergunta para algo como “de quanto precisarei para me aposentar ganhando ‘X’ por mês?”, a fórmula perfeita para responder essa pergunta não existe. Se um dia essa fórmula existir, certamente ela renderá ao seu autor o Prêmio Nobel.
A dificuldade em responder essa pergunta vem do fato de que precisamos saber coisas futuras sobre as quais não temos sequer a mais vaga ideia. A primeira coisa de que precisamos saber é, por mais mórbido que seja, quando vamos morrer. A não ser que você seja um suicida que já planejou a data em que vai dar “adeus a este mundo cruel”, não há como saber a data exata da própria morte. Além disso, estamos dependentes de outros fatores incontroláveis, como a inflação e a taxa de juros do futuro. Tudo fica ainda mais complicado e nebuloso se lembrarmos de que, para muita gente, planejar a aposentadoria é projetar essas variáveis para daqui a algumas décadas, e aí não há bola de cristal que resista.
Nem todo mundo está tão preocupado com o futuro. Alguns países são verdadeiros “estados de bem estar social”, onde o governo cuida de tudo, garantindo aposentadoria vitalícia e integral para seus cidadãos. O Brasil tem um modelo híbrido, onde o Estado fornece uma previdência social vitalícia, porém bastante limitada, e as pessoas que querem um nível de vida melhor precisam recorrer a outros meios, como a previdência privada. O modelo típico de aposentadoria pública vitalícia é de difícil sustentação, tanto que muitos países adeptos desse tipo de política estão enfrentando crises profundas, vide o que está acontecendo lá no Velho Mundo. Não é à toa que alguns mais cínicos dizem que a previdência pública é o “maior esquema Ponzi do mundo”.
Em outros países, o Estado não dá tanta moleza e as pessoas precisam se virar e planejar direito a aposentadoria, do contrário correm o risco de ficarem velhas e falidas (inicialmente pensei em uma outra palavra que também começa com “f”, mas deixa isso pra lá…). É o caso dos Estados Unidos, onde existem várias fórmulas e teorias para tentar estimar qual o valor que uma pessoa deve acumular ao longo da vida, seja investindo diretamente ou através de instrumentos de previdência privada, para se aposentar confortavelmente.
A mais popular e conhecida dessas fórmulas é a chamada “regra dos 4%”, que diz que a pessoa deve sacar 4% de seu patrimônio no primeiro ano de aposentadoria e viver daquele valor durante o ano. No ano seguinte, ela deve sacar o mesmo valor do ano anterior acrescido da inflação no período, e assim sucessivamente nos anos seguintes. A regra diz que, se a pessoa proceder dessa forma, ela conseguirá viver daquele patrimônio por trinta anos. Ao final dos trinta anos o dinheiro deverá ter acabado. Se ela morrer antes do término desse período, acabará deixando dinheiro para seus descendentes (isso significa que ela não viveu tão “plenamente” quanto poderia). Se morrer após esse período, ficará sem dinheiro na velhice.
Essa regra foi criada no início dos anos 90 por um consultor financeiro americano chamado Bill Bengen, que estudou a inflação e os retornos dos mercados financeiros nos 75 anos anteriores à sua publicação e chegou à conclusão de que o saque de 4% do valor acumulado por ano, corrigido pela inflação, era o valor seguro para garantir uma aposentadoria por 30 anos. Posteriormente à publicação da regra, outros financistas testaram os dados, inclusive dos períodos após a publicação original, utilizando modelos matemáticos sofisticados baseados na simulação de Monte Carlo, e os resultados foram consistentes.
Veja no link a baixo a matéria completa:
Fonte: http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/voce-e-o-dinheiro/2012/04/15/aposentadoria-a-regra-dos-4/
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Por: Annalisa Blando Dal Zotto
Empresas de sucesso têm gestão profissional, fazem planejamentos estratégicos para ter um foco onde mirar, mantêm rígido controle administrativo. E para quê? Justamente porque buscam o crescimento, a longevidade e sucesso. Tudo isso é avaliado através de diversos resultados, mas principalmente através do lucro que geram.
Por que, então, não trazer este universo de forma simples e prática para as pessoas e famílias? Devemos ser como folhas ao vento ou podemos profissionalizar nossas condutas por meio de planejamento e controles para atingirmos nossos objetivos?
Você sabe quanto você e sua família ganharam e gastaram ao longo do último ano? Quanto serviu para realizar um sonho ou projeto de vida? Quanto foi gasto e você sequer sabe em quê? Será que o seguro contratado atende de fato suas necessidades? Seus investimentos estão dando o retorno que você gostaria? E o impacto dos juros e da carga tributária sobre seu fluxo de recursos está otimizado? Ou você não tem tempo para estas questões?
Estes questionamentos são relevantes e fundamentais para que o plano estratégico financeiro de nossas vidas dê certo. Este plano pode ser a tão sonhada viagem de volta ao mundo, a compra do nosso lar, uma aposentadoria confortável; enfim, cada um tem o seu.
Precisamos saber ganhar, gastar, controlar, poupar e investir para que consigamos manter ou acumular patrimônio e ter qualidade de vida de acordo com os sonhos e expectativas ao longo de nossas vidas.
O planejamento financeiro pessoal envolve esses e tantos outros aspectos que, de uma forma ou de outra, impactam em nossas finanças. Por definição, é o processo de formulação de estratégias para auxiliar pessoas e famílias a gerenciarem seus assuntos financeiros para atingirem seus objetivos de vida. Supondo que nossa vida seja um carro, ter um planejamento financeiro significa ser o motorista de nossa vida e não o passageiro que vai aonde o condutor o levar. Ter um plano financeiro é ter um plano de vida, é saber onde queremos chegar.
O primeiro passo é fazer um orçamento do que ganhamos e gastamos. Para isso sugiro montar uma planilha. Se tiver interesse, faça seu cadastro aqui no site e solicite esta planilha, que lhe será enviada gratuitamente. Para facilitar a construção do orçamento, pegue faturas de cartões de crédito e extratos de conta corrente dos últimos três meses e insira-os na planilha. Depois faça uma média mensal. O próximo passo será fazer um fluxo de caixa, mas isso será assunto para o próximo artigo.
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Por: Jurandir Macedo
“Comprar na baixa e vender na alta” é normalmente um mantra entoado pelos economistas quando o assunto é investimentos. Um estudo realizado por Jurandir Macedo, professor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e consultor de finanças pessoais do Itaú, mostra, no entanto, matematicamente os benefícios de o investidor manter uma carteira balanceada.
O levantamento considera um aplicador com R$ 1 mil mensais para investir logo no início do Plano Real, em 1º de julho de 1994. Inicialmente, metade dos recursos seria investida numa aplicação corrigida pelo Índice Bovespa e os outros 50% estariam atrelados ao Certificado de Depósito Interfinanceiro (CDI, o juro interbancário que serve de referencial para as aplicações mais conservadoras).
Pela simulação, nos primeiros seis meses, o investidor colocou R$ 500,00 em cada uma das carteiras. Após o sétimo mês, esse aplicador começou a aplicar R$ 1 mil no portfólio com pior rendimento. E, sempre que uma carteira superava a fatia de 60% de participação nos investimentos, era realizada uma venda dos ativos e a compra da carteira perdedora de modo a manter a proporção de 50% a 50%.
O estudo mostra que, de julho de 1994 até 31 de dezembro de 2011, se o investidor tivesse aplicado somente no Índice Bovespa, ele teria obtido retorno de 15,88% ao ano e acumularia R$ 998,692 mil. Se, por sua vez, tivesse investido somente no CDI, teria atingido rentabilidade anual de 16,97% e, assim, acumulado R$ 1,120 milhão.
Veja no link a baixo a matéria completa:
http://www.valor.com.br/financas/2590308/vitoria-do-perdedor
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por Conrado Navarro
Sempre que converso com amigos e familiares, é comum a ideia de que a educação financeira oferece um conjunto de verdades sobre a relação que mantemos com o nosso dinheiro. Muitos acreditam em “maneiras corretas” de lidar com a grana e interpretam os acontecimentos segundo essa crença. Afirmações tipo “Fulano de tal acertou ao fazer isso” ou “Comprar aquilo foi um grande erro” são comumente proferidas por ai.
veja o artigo completo no link :
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